quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Na hora certa: a trajetória

 Dvd do curta-metragem "Na hora certa"

Um morto, um funeral, várias opiniões, não necessariamente boas! É essa a ideia central da trama, mostrar diferentes percepções sobre uma mesma pessoa, através dos olhos de quem a conhece, ressaltando a hipocrisia de muitos rituais comuns à vida em sociedade.
O enredo se passa durante um funeral. Após a sua morte, o defunto descobre o que as pessoas realmente pensam a seu respeito. Enquanto seu corpo está sendo velado, sua esposa, filhos e “amigos” conversam sobre ele, revelando através dos diálogos as diferentes facetas do morto.
Finalizado o roteiro, veio a parte de produção. Fazer contato com a funerária, com os atores, definir locação, figurino, transporte, dia de gravação e assim foi passando o tempo (sem se fazer notar), até que chegou o grande dia...
Atores, produtores, roteirista, todos ansiosos, buscando os melhores resultados com aquele friozinho na barriga! Imprevistos (o técnico que saiu com a equipe errada e nos deixou na mão, alguns atores que não apareceram, nada demais), um errinho aqui, outro ali, mas no final estava gravado, restava ainda a edição, mas o mais difícil já tinha passado!
Por fim, editar o curta, produzir o material de divulgação; nada que tenha levado mais de uma tarde... As ideias já estavam definidas, era só uma questão de organizá-las e colocá-las em prática!
Tudo pronto, não exatamente perfeito, mas dentro do previsto! Alguns erros técnicos, um pouco de amadorismo na atuação, mas a trama segue o roteiro, não foge da ideia inicial, enfim, em uma palavra: saiu!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Making Of

Dia 22 de outubro, finalmente o nosso curta metragem foi gravado. Enquanto a estreia não chega, deixo aqui algumas fotos do making of. Espero que gostem! Beijos.






segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Crítica do filme "Tudo Bem"

Arnaldo Jabor antes de ser cineasta ou jornalista, é um crítico. Tudo Bem, filme de sua autoria do ano de 1978 não poderia deixar tal característica de lado. É por isso que a Cinemateca de Curitiba vai fazer uma exibição na Sessão Cineclube no dia 29 de novembro às 13 horas. Tudo Bem critica a sociedade de maneira cômica e relevante. Elementos tipicamente brasileiros são recorrentes: menção ao feijão, camisetas escrito “Brasil”, a música tanto nordestina quanto o samba assim como crenças populares fazem com que a atmosfera do filme seja extremamente nacional. Juarez (Paulo Gracindo) é o chefe de uma família de classe média que depois de 26 anos de luta da esposa Elvira (Fernanda Montenegro) resolve fazer uma reforma. Em meio a diversos conflitos, Juarez tem influência de três personagens em sua personalidade: um poeta, um integralista e um industrial italiano. Elvira tem em seu imaginário que Juarez tem uma amante: Valdete. Ela mesma pega dinheiro da carteira do marido e coloca a culpa na suposta amante ou mesmo nas empregadas. Tudo isso mostra a preocupação de Jabor em dar intensidade e profundidade as suas personagens. Se colocando em posição de vítima e sendo muito egoísta, Elvira dificilmente dedica atenção aos filhos: Vera Lúcia (Regina Casé) e Zé Roberto (Luiz Fernando Guimarães), ela sem muita intelectualidade, ingênua, que se preocupa em encontrar um marido e ele como um empresário oportunista. Ao contrário do que se vê hoje, o roteiro de Jabor é de uma história mais linear, tendo características de seriado, já que Tudo Bem faz parte de uma série de filmes chamada “Trilogia do Apartamento”. O cortes não são dinâmicos, mas isso não faz, de maneira alguma, o filme ficar pesado sendo que a fotografia é clássica e bem feita. Possivelmente, Jabor teve influências do Film noir – Elvira, é uma personagem feminina de condutas questionáveis, temas como cinismo e paranóia são abordados, além de altos contrastes de preto no inicio e no final do filme. Tudo Bem não é um filme “mastigado”, e passivo de várias interpretações. Como o próprio Arnaldo Jabor, é altamente recomendável.

Trecho do filme:
http://www.youtube.com/watch?v=WssHnTs4RkU

Texto: Elizabeth Bannwart
Edição: Flávia Andrade
Imagens:Divulgação

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Primeiros passos...

Quarta-feira, nem 10h ainda, seis pessoas, um brainstorming, ideias inviáveis, ideias viajadas, ideias perdidas e eis que, finalmente, surge uma história...
É assim que nasce a trama que norteia o primeiro curta da Grand Kino.
O roteiro ainda não foi finalizado, mas podemos adiantar que a história se passa durante um funeral. Explorando as várias facetas do defunto através da percepção que as pessoas presentes mostram durante a cerimônia, o curta busca demonstrar o quão hipócrita pode se tornar um ritual que existe há séculos e é seguido por pessoas das mais diferentes culturas e localidades.  
Enquanto as gravações não começam, confira um vídeo de uma das nossas principais referências, o seriado Six Feet Under: